“Eu vivo do que eu produzo com a minha mão”, garante Johannes Lacerda, um jovem ceramista com muito caminho pela frente

ALDO ROCHA
do rebanho
O guardião

Seu Aldo Rocha nunca foi um grande pecuarista, mas já teve todo o rebanho da península sob seus cuidados de vacinador e veterinário prático.

“Eu vivo do que eu produzo com a minha mão”, garante Johannes Lacerda, um jovem ceramista com muito caminho pela frente

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MÃE COM ORGULHO

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MÃE COM ORGULHO

Telma Freitas é uma mãe pela diversidade. Militante da causa LGBT+, essa paulista criada na Mooca passou dificuldades na infância, marcada pela violência doméstica, construiu a vida no Centro-Oeste, embalada no samba, e hoje, mãe de uma pessoa trans, ajuda outras famílias a acolher as diferenças e a enfrentar a discriminação.

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KID SANTEIRO

“Eu vivo do que eu produzo com a minha mão”, garante Johannes Lacerda, um jovem ceramista com muito caminho pela frente

MARIA CÉLIA SILVA
Crônicas de
dona Teia

Ao lado da Bread King, no Alto Perequê, uma placa fixada no muro em outubro de 2017 indica que a praça da localidade homenageia Manoel Honorato da Silva. Poucos passos adiante, no outro lado da avenida principal, está a Servidão Silva e o lar de dona Teia, a viúva do homenageado e memória do lugar. Se quiser saber sobre a Rua do Fogo, é a ela que se tem de perguntar

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NATUREZA, AVENTURA E LAZER!
Trilha ecológica . Ecomuseu
Gastronomia . Esportes náuticos
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Reportagens

Memórias de um prático de farmácia

Ele saiu de casa aos doze anos de idade, de pés descalços e com apenas a quarta série primária, e se tornou um respeitado profissional da saúde, de cujos cuidados por muito tempo Porto Belo dependeu. Parteiro, médico, farmacêutico… seu Bráulio tinha remédio para tudo.

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O homem do fundo do mar

O italiano Giuseppino Nicoletti tem um quê de Forrest Gump: percorreu, no decorrer de sua longa existência, fatos e personalidades marcantes. Ao lado do irmão Bruno, fez mais que testemunhar: foi agente da história, ao exercer o papel de pioneiro do mergulho e fabricar roupas de borracha na Argentina, no Chile e na Venezuela quando ninguém mais fazia. Há quase três décadas vivendo em Porto Belo, esse aventureiro discreto segue sendo a referência da Pino — sua marca de roupas de neoprene — enquanto observa com que velocidade a cidade se transforma à sua volta.

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“A cerâmica foi a minha salvação”

Um terreno aos pés do Morro do Bicudo, no Alto Perequê, abriga a morada e o ateliê do artista Edmundo Campos. Artista não: “Sou um operário de mim mesmo”, define-se o itajaiense, que há quase 40 anos buscou na argila um sentido de vida e conquistou um meio de expressão. Sua obra, hoje, corre o mundo.

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“Nunca tive medo do palco”

Faz mais de quinze anos que Cezinha Silva virou o “baixista da Uniclãs”. Antes disso, sua vida já transcorria em acordes e continuou sendo conduzida em escalas depois que sua banda mais famosa se foi (e voltou, numa história ainda em busca de ponto final). Ele, então, se tornou “Cezinha, o baixista” pura e simplesmente — o que não é pouco, considerando tudo o que realizou na música. Dos bares da adolescência aos palcos regionais, passando por estúdios e parcerias com nomes consagrados, Ângelo Cesar da Silva continua como começou: disposto a aprender sempre.

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“O que eu planto não morre”

“Empada como eu, ninguém faz”, garante seu Izaul Guerreiro, jardineiro que calhou de produzir um dos quitutes mais apreciados nos bons tempos da praia central de Porto Belo. Sua Casa das Empadas ficou famosa entre os turistas e Izaul ganhou um bom dinheiro comercializando um único item por quase 40 anos. Aposentado, passou o bastão para a filha, Elisa, mas se mantém por perto, zeloso da tradição familiar. Da mesma forma, não deixa de andar de bicicleta pelo bairro do CTG nem de ficar atento às senhoras que passam diante do seu portão. Foi assim que, aos 91 anos de idade, esse viúvo bem-humorado está novamente comprometido.

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“Sendo vivo, acontece de tudo”

“Sendo vivo, acontece de tudo”, diz Silvestre Francisco Marques, o filho de lavradores que ajudou a estabelecer a condição de porto pesqueiro do Araçá e instituiu uma dinastia política que ultrapassa cinco gerações.

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“O povo pede, eu benzo”

“Meu dom vem de Deus”, afirma dona Jaci, moradora tradicional do Jardim Dourado, uma neta de escravo e benzedeira requisitada que passou alguns maus bocados e, entre idas e vindas, veio finalmente sossegar à margem da Pedro Paulo dos Santos (nome extraoficial da rua que homenageia seu falecido marido). Da vida seca em Santa Luzia até os tempos de bonança em Joinville e o retorno a Porto Belo, dona Jaci não busca propósito que não caiba nesta sentença simples: “A vida é assim”.

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Crônica de uma vida riscada de mar

Nascido num tempo de pés descalços, tardes de lavoura e noites de breu, Manoel João dos Santos conheceu a pobreza. Por isso, não titubeia: a vida hoje em dia é bem melhor. “Já se nasce em berço de ouro”, diz o pescador criado na praia do Estaleiro, que largou remo, espinhel e as lanchas do entorno e se incorporou às primeiras levas de patrícios que saíram para ganhar a vida nas parelhas de Santos. Viúvo e aposentado, Mané João passa os dias entre caminhadas, os cuidados da filha do coração e os cultos na Assembleia de Deus.

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Com a graça de Deus e a ajuda dos amigos

O Valongo vive no coração de José Carlos Caetano, agricultor e funcionário público que reparte os dias da semana entre seu trabalho pela Prefeitura, varrendo as ruas do centro, e o cuidado com sua criação e suas plantas na sua comunidade de origem. No cotidiano deste autêntico homem da roça faz-se a ponte entre extremos geográficos, étnicos e culturais e desvelam-se as peculiaridades do bairro mais original desta península.

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O mantenedor da tradição

Pelo faro, seu Alvancir da Silva determina se a fornada está no ponto. Nativo do Sertão de Santa Luzia, Didico, como é conhecido, preserva a tradição dos engenhos de farinha — é proprietário de um dos poucos que Porto Belo ainda preserva. Lavrador a vida inteira, já não tem saúde para atuar diretamente na lida, mas passa para as filhas o que sabe e, com sua experiência, ajuda a manter azeitadas as engrenagens dessa arte popular.

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O tempo de Maria

Aos 91 anos de idade, dona Maria, a decana do Araçá, já não conta histórias. Há cinco anos convivendo com o mal de Alzheimer, vai se tornando “esquecida”, encarcerando no fundo do inconsciente um tempo que pouca gente ainda recorda ou teve a oportunidade de conhecer.

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O homem que sabia demais

A paixão pelas histórias (e pela História) e uma nostalgia dos tempos de boi do campo pulsam no sangue de Carlos Roberto de Souza, advogado, contador e administrador — ou simplesmente açougueiro, título que mais lhe convém. Filho de tropeiro, Betinho cresceu olhando pastos, abatendo animais e vivenciando a farra, numa época em que ainda não era maldita. E ele não renega esse passado, apenas lamenta que seja um legado que se apaga. Antes que o critiquem, Betinho avisa: é preciso conhecer o contexto.

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